O valor universal da água, no que diz respeito à sobrevivência da Humanidade e à importância que tem por exemplo para as questões energéticas e da regeneração do corpo, obriga a que cada um de nós deva tomar esse recurso como finito e o preserve em todas as formas de utilização. As cidades que o têm como recurso económico e identitário devem saber potenciá-lo como desenvolvimento, contribuindo assim para o desígnio universal. Este é um espaço de estas e de outras águas. De todas as águas.

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2010-07-25

Caldas da Rainha: património das águas

Ontem de novo em lugar de destaque, numa das montras principais de uma livraria da Rua do Carmo, em Lisboa, o livro Caldas da Rainha: património das águas (Assírio & Alvim, 2005), que em boa hora se editou no âmbito do exercício político na Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Será que as últimas notícias sobre os perigos eminentes contra este património devolveram a esta edição uma nova razão para chegar junto dos leitores?
A propósito, transcrevemos deste livro um excerto do notável texto do professor Fernando Catarino, intitulado "A Propósito da Mata das Caldas", no capítulo "Uma visão de futuro", que refere o seguinte:
"É do equilíbrio e conjugação destes valores: históricos, ambientais e naturais que há-de surgir um novo ímpeto capaz de agregar a vontade e o empenhamento de todos, desde as estruturas da administração central e regional, as escolas, com relevo para as de ensino avançado, as empresas, as associações cívicas e a cada munícipe, num congregar de saberes e vivências e mantendo viva a memória do termalismo nas Caldas, a conserve e desenvolva com sustentabilidade.
Perante a expansão urbana e a mudança dos paradigmas socioeconómicos e tecnológicos com relevo para a vertente da educação superior, que fizeram das Caldas da Rainha um pólo de importância e centralidade inquestionáveis para todo o Oeste, há que olhar com determinação e esclarecida vontade para a salvaguarda da memória do sítio da Mata, marca maior na identidade local, mantendo e reforçando os valores estéticos e de lazer, mas também os paisagísticos e pedagógicos de tão amena e valiosa mancha verde para onde convergem as mais significativas radiais da estrutura urbana das Caldas."

2010-05-08

Prémio José de Figueiredo 2010

Imagem: Pormenor da página 312, com desenhos do projecto de remodelação das instalações hoteleiras e balneares das Termas de Monte Real

Nestes dias, muitas foram as manifestações de apreço que nos chegaram, devidas ao prémio conquistado pelo livro O Desenho das Termas. História da Arquitectura Termal Portuguesa. Os nossos agradecimentos. É nestes momentos que sentimos quem está por perto, na partilha dos afectos. E muitos são aqueles que procuram o livro, disponível designadamente na Direcção-Geral de Energia e Geologia (energia@dgge.pt). Desfrutem-no com prazer, tal como foi o nosso sentimento no período em que o produzimos. Pela água e pelas termas! Por todos os aquistas e profissionais que, durante 5 séculos, enriqueceram este território.

2010-05-01

Prémio para "O Desenho das Termas"

Imagem: capa do Prémio José de Figueiredo 2010

Ontem, de manhã, um telefonema deu-nos a notícia: o Prémio José de Figueiredo 2010, instituído pela Academia Nacional das Belas-Artes, distinguira, este ano, o nosso livro O Desenho das Termas. História da Arquitectura Termal Portuguesa.
Desde 1940 que a Academia, em homenagem ao seu primeiro director, atribui anualmente um prémio ao melhor livro publicado em Portugal, que revele, conjuntamente com qualidades de investigação histórica, dotes de visão analítica e crítica nas áreas das Artes e do Património.
O Desenho das Termas. História da Arquitectura Termal Portuguesa é o resultado de uma investigação de largos anos que partilhei com a Helena e que analisa criticamente a evolução do termalismo em Portugal e a importância estética e funcional de uma arquitectura específica projectada de forma vanguardista desde o século XV até à actualidade, para um universo nacional de várias dezenas de locais com emergência de água mineral natural. Aprofunda-se o saber científico sobre a evolução tecnológica que acompanha a mecanização das práticas dos banhos terapêuticos (a crenoterapia e a hidroterapia), bem como a consequente modernização dos edifícios termais (balneários, buvettes, hotéis, casinos, pavilhões nascente e de engarrafamento) e a criação de jardins e parques arbóreos para a prática desportiva e para o lazer.
Em todos os projectos agora revelados ao público, cada autor (arquitectos, engenheiros e condutores de obras públicas) expressa-se e comunica através do Desenho, e este é representativo da experiência estética de cada época, em que a arquitectura termal portuguesa desenvolveu singulares valências teóricas e assinala um percurso evolutivo, enriquecido e autónomo dos valores globais da arquitectura, não se diluindo face aos paradigmas internacionais, mas pelo contrário afirmando a identidade da arquitectura portuguesa e acrescentando capacidade estratégica a um território singular como é a Terra de Águas.
O Desenho cria modelos arquitectónicos específicos, para dar a expressão de um estilo de vida exclusivo, cujos ícones são a sua manifestação maior, como cenários de representação de uma imagética associada às práticas de cura e de lazer. Nas suas múltiplas direcções, a arquitectura termal precisa, porém, da preservação das qualidades da água e da procura da melhor utilização deste recurso, aspectos que também se desenham e têm feito parte das preocupações de promotores, técnicos e entidades públicas licenciadoras, no arco de tempo que marca a história do termalismo em Portugal e que esta obra encerra.
A presença de mais de 900 imagens, quase todas inéditas em termos editoriais, e de um segundo volume em inglês, que também funciona como Caderno de Viagem e exercício de desenho em páginas brancas destinadas a dar continuidade ao Desenho das Termas, permitem uma maior abrangência de leitores e, seguramente, o conhecimento mais vasto e aproximado da história e do património em causa.
Também nesta hora, o nosso agradecimento especial à Direcção-Geral de Energia e Geologia, do Ministério da Economia, pelo apoio decisivo para a concretização da obra.

2010-04-23

Mar Português

Hoje, Dia Mundial do Livro: Portugal também se cumpre, defendendo os seus recursos naturais e, com eles, ganhar novos desafios de futuro.

Mar Português
(Mensagem, de Fernando Pessoa)

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

2010-03-22

O Desenho das Termas

Imagem: Esquisso do projecto para o novo balneário das Termas do Carvalhal, 2009, Jorge Mangorrinha

Do culto da água e da arquitectura em si mesma, a evolução do termalismo em Portugal acompanhou diferenciadamente o progresso europeu: foi vanguardista no século XV e mais tardia nos séculos XIX e XX, relativamente a outros países, embora tomasse aspectos singulares, de acordo com um percurso de oscilações de sentimentos e atitudes, mas desenhado sob uma mesma matriz funcional. O desenho, ao anteceder a obra, mas também aqueles que a documentam, acaba por ser muitas vezes o único registo conhecido, revelado em diferentes suportes: gravuras, originais em tela, vegetal ou diferentes outros papéis; cópias marion, reprolar, heliográfica, ozalide; impressas em diferentes publicações; ou, mais recentemente, em suporte informático (in PINTO, Helena Gonçalves; MANGORRINHA, Jorge, O Desenho das Termas. História da Arquitectura Termal Portuguesa / Drawing the Spas, 2009)

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