A nossa sobrevivência como Humanidade depende da salvaguarda de áreas ambientais localizadas muitas vezes longe das nossas residências. Mas acontece que algumas estão em perigo, tal como a região de Yasuní, na Amazónia equatoriana, o local de maior biodiversidade do planeta, com 982.000 hectares. A sua sustentabilidade depende de um plano que visa manter inexplorado o petróleo existente neste gigantesco jardim. É o meu alerta a todos que possam, de alguma forma, referir-se nos seus espaços próprios ou acedam a
http://www.sosyasuni.org/en/index.php, a favor desta reserva ambiental e contra a exploração petrolífera, provada que está a incompatibilidade.
O parque Yasuní estende-se pela margem leste da selva amazónica, entre as províncias de Orellana e Pastaza, e é o
habitat de 150 espécies de anfíbios, 121 de répteis, 596 de aves, 200 de mamíferos, 500 de peixes e 4.000 de plantas, muitas endémicas.
Com elas, convivem os Tagaeri e Taromenane, dois últimos povos indígenas em isolamento voluntário no Equador, um dos 12 países com maior biodiversidade do mundo, que propõe manter 20% de suas reservas petroleiras debaixo da terra como uma contribuição contra o aquecimento global.
Quem já lá foi, no que diz respeito a cientistas, conta que existem sons mágicos, numa bolha de bosque quase intacto, apesar de já ter sido afectada parcialmente pela exploração de petróleo. A diversidade desta região é, segundo dados científicos, a maior do planeta. Um único hectare abriga 655 espécies vegetais, mais que o total de árvores nativas de Estados Unidos e Canadá. Uma única árvore de 60 centímetros de diâmetro pode armazenar uma tonelada de carbono, o que equivale às emissões de 500 carros durante um ano. Sabe-se como cerca de 35% dos medicamentos descobertos recentemente têm como origem a Amazónia.
Este património único está a 40 minutos de voo de Quito até à cidade de El Coca e duas horas de barco pelo rio Napo, até à cidade de Pompeya, que é a entrada deste local, controlada pelos guardas privados da petroleira hispano-argentina Repsol-YPF.
Apesar de Yasuní ter sido declarada Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco, em 1989, não é certo que se consiga compensar o governo equatoriano por não explorar futuramente as jazigas de petróleo. E, se assim for, esta reserva será fatalmente destruída e toda a Humanidade estará a prazo comprometida na sua qualidade de vida e sobrevivência.
Salve-se Yasuní!