O valor universal da água, no que diz respeito à sobrevivência da Humanidade e à importância que tem por exemplo para as questões energéticas e da regeneração do corpo, obriga a que cada um de nós deva tomar esse recurso como finito e o preserve em todas as formas de utilização. As cidades que o têm como recurso económico e identitário devem saber potenciá-lo como desenvolvimento, contribuindo assim para o desígnio universal. Este é um espaço de estas e de outras águas. De todas as águas.

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2010-11-26

Os Banhos de S. Paulo e as eleições dos arquitectos

Imagem: jantar do núcleo executivo da lista B às eleições da Ordem dos Arquitectos.

Nem sempre ganha quem tem razão. Esta máxima emprega-se perfeitamente aos resultados de ontem, nos Banhos de S. Paulo, sede da Ordem dos Arquitectos.
A nossa razão, a razão da lista B é a razão desta classe profissional, que não tem o devido reconhecimento público de acordo com a necessidade de intervirmos na sociedade e no território e, também, com o crescente aumento de novos arquitectos, sendo provavelmente a classe profissional que em Portugal mais tem crescido em termos dos números absolutos.
Também grave é o distanciamento entre a Ordem e a classe e a escassíssima adesão de votantes. Tal como dizia uma colega de lista, "a Ordem é repulsiva!".
A Ordem é e vai continuar a ser dirigida por um punhado de gente perfeitamente definida no seu carácter e interesses. Nada semelhante aos que, num gesto de profunda cidadania e generosidade, nada têm a provar, profissional e pessoalmente, e quiseram lançar este grito de mudança.
Os cerca de 30% de nós que votámos e acreditámos neste projecto merecem continuar, porque vive-se um problema estrutural, tal como um outro colega disse há pouco, "deixar a situação como está é totalmente irresponsável, considerando as atribuiçōes que o Estado delega numa Ordem Profissional".
As águas que ainda brotam junto aos Banhos de São Paulo continuarão ainda mais turvas, durante os próximos três anos.

2010-08-27

Talassoterapia: a Cura que vem do Mar (2)

Imagem: Projecto para Centro de Talassoterapia em Crikvenica, Croácia, ateliê Randic-Turato (http://www.randic-turato.hr/)

"A Cura que vem do Mar" foi o título da minha intervenção num encontro científico realizado, em 2008, em Peniche. Hoje, uma nova conversa acerca desta temática levou-me a recordar o que dissera nesse II Congresso Internacional de Turismo de Leiria e Oeste e, há meses, registara neste blog, ou seja, que "a talassoterapia é a utilização combinada da água do mar e das substâncias dela extraídas e das técnicas associadas. Internacionalmente, os centros e institutos de talassoterapia têm evoluído no sentido de se dotarem de uma oferta qualificada e diversificada, potenciando a localização junto ao mar. Portugal é um território privilegiado, reunindo as condições que um centro de talassoterapia exige no processo de valorização das fontes marinhas como forma de terapia e de utilização turística" (http://aoencontrodasaguas.blogspot.com/search/label/talassoterapia). E os municípios de vocação marítima têm condições para apostar num cluster associado ao mar, onde se insira o desenvolvimento da talassoterapia, numa perspectiva de saúde e bem-estar, envolvendo nele, também, a iniciativa privada. Os estudos a montante devem reflectir sobre as melhores opções estratégicas e acções futuras, bem como enquadrar o tema no desenvolvimento do Turismo de Saúde e Bem-Estar, produto estratégico para Portugal, bem como no cluster da Economia do Mar, numa perspectiva de sustentabilidade do território e dos destinos turísticos.
Noutros países, já há muito que se aposta neste sector e em projectos arrojados de arquitectura. Em 2005, para Crikvenica, o ateliê croata de arquitectura Randic-Turato (http://www.randic-turato.hr/), localizado em Rijeka, idealizou um centro de piscinas talassoterápicas, com base num edifício de dupla espiral, com grandes extensões de relva a formarem um parque na cobertura (http://www.thalasso-ck.hr/). Aí, já existe, desde 1895, um hospital especializado. Trata-se de um local com clima temperado, ampla vegetação mediterrânica, altos níveis de iodo e largas praias, propício para terapias com recurso ao mar e ao clima, ou seja, para doenças do foro reumatismal e respiratório. Um exemplo de como as águas da costa marítima são aproveitadas para a saúde.
E tanto mar que há em Portugal!

2010-08-26

A Ver o Mar: a Casa das Mudas

A edição de Agosto da revista norte-americana Vanit Fair publicou o resultado das questões que colocou a 52 especialistas de todo o mundo acerca das maravilhas da arquitectura moderna, para além de lhes ter pedido para escolherem o mais significativo trabalho de arquitectura criado até agora no século XXI. Este prémio recaíu para o Centro das Artes Casa das Mudas, na Calheta, na ilha da Madeira (http://www.centrodasartes.com/Default.aspx).
Trata-se de um edifício já antes premiado internacionalmente pela sua arquitectura e em perfeita integração na paisagem, que conta agora com mais este reconhecimento. Junta-se a distinções como o “Prémio Secil 2007”, o “Prémio Europeu da Arquitectura - Prémio Mies Van der Rohe 2005”, o “Prémio Ibérico de Arquitectura FAD 2005”, o “Prémio Enor Portugal 2005 - 1ª Edição” e o “Prémio de Arquitectura “Barbara Cappochin” 2005”.
As águas foram certamente inspiradoras da arquitectura de Paulo David. Esta ergue-se numa falésia em queda, ou o fim da terra sobre aquela imensidão de mar, a senti-lo e a vê-lo tão perto!

2010-08-09

Arquitecturas da Água

Em geografias distintas, dois exemplos de grande arquitectura sob o signo da água, o primeiro como reconversão de um edificio que mantém a sua componente funcional à volta da água e o segundo como projecto ganhador de um concurso internacional recente:

Na China, inaugurou-se o maior parque de diversões aquáticas do mundo, no Cubo de Água que, antes, fora um dos palcos das Olimpíadas de 2008. No seu interior, há escorregas com a altura de sete andares, piscina de ondas, palcos, arcadas comerciais e cafés. Dentro das grandes piscinas e tanques, serão geradas ondas artificiais e inclusive um tufão nas águas profundas. De pôr os olhos em bico!

Em Lisboa, aguarda-se o início da obra da Porta de Água, o novo terminal de Cruzeiros de Lisboa, que tem o traço de João Luís Carrilho da Graça. Situado na zona de Santa Apolónia, este projecto, nas palavras do seu arquitecto, procura ser “uma oportunidade rara de repensar e questionar a relação vivencial e urbana entre a cidade de Lisboa e o rio Tejo, alvo de inúmeras propostas ao longo dos séculos, uma consequência da importância desta relação na caracterização e desenvolvimento de uma cidade que assume a sua vocação portuária natural". O novo edifício é aparentado a uma jangada e assume a função de nova porta da cidade, albergando espaços de check-in, espera, cafetarias, lojas e espaços destinados a exposições e eventos, sendo que desde logo se destaca um grande átrio de entrada, o percurso verde à sua volta e o uso da cobertura como praça elevada. De pôr os olhos em Lisboa!

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